Eduardo, o Confessor (c. 1003 – Palácio de Westminster, 5 de janeiro de 1066) foi o penúltimo rei anglo-saxão da Inglaterra, reinando entre 1042 e 1066, além de ser venerado como santo pela Igreja Católica e pela Comunhão Anglicana.

Filho do rei Etelredo II e de Ema da Normandia, Eduardo passou grande parte de sua juventude no exílio, na Normandia, retornando à Inglaterra após a morte de Hardacanuto. Seu reinado caracterizou-se pelo fortalecimento das instituições cristãs e pela estreita relação com a Igreja, fatores que contribuíram para sua canonização em 1161 pelo Papa Alexandre III.

Apesar de sua reputação de piedade e retidão moral, Eduardo foi criticado por contemporâneos e por historiadores posteriores por enfraquecer o poder real, permitindo a ascensão de grandes condes, especialmente Goduíno de Wessex, o que contribuiu para a instabilidade sucessória que culminaria na Conquista Normanda de 1066.

Vida

Juntamente com o pai, o irmão Alfredo e o resto da família, Eduardo fugiu para a Normandia durante a invasão dinamarquesa de 1013. Permaneceu na corte do Duque da Normandia, Roberto I da Normandia até 1041, data em que foi convidado pelo meio irmão Canuto II a regressar a Inglaterra.

No ano seguinte Canuto II morreu, possivelmente envenenado, e Eduardo subiu ao trono restaurando a dinastia saxã que se iniciara com Alfredo, o Grande.

Eduardo foi coroado em 3 de abril de 1043 na Catedral de Winchester.

O exílio na Normandia teve bastante influência no reinado de Eduardo, nomeadamente no favor que concedia aos nobres normandos em desfavor dos saxões e dinamarqueses. A discórdia entre os súditos aumentou e Eduardo acabou por casar com Edite, filha de Goduíno de Wessex, em 1045 para acalmar a situação. O pai de Edite mostrou-se inicialmente favorável, mas depois se revelou um opositor, interessado nas regalias que poderia o reinado inglês oferecer. O casamento não durou e gerou dois filhos. Edite e Eduardo se tornaram profundos amigos.

Quando Eduardo morreu em 1066, o seu primo Guilherme, Duque da Normandia declarou-se seu sucessor baseado numa alegada promessa de Eduardo em lhe deixar a coroa da Inglaterra. Os nobres ingleses elegeram Haroldo II, filho de Goduíno de Wessex, mas Guilherme invadiu Inglaterra com um exército de 7 000 homens e derrotou-o na Batalha de Hastings.

Eduardo encontra-se sepultado na Abadia de Westminster que mandou construir.

Foi canonizado pelo papa Alexandre III, em 1161.